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Cirurgia Bucomaxilofacial e Ortognática

Tratamento

Se você tiver uma condição que envolve os dentes, maxilares, ossos e tecidos da face que causam dor e impedem a realização de atividades normais, você deve consultar um especialista em cirurgia bucomaxilofacial e ortognática. Eles poderão avaliar o seu caso e sugerir procedimentos para corrigir a anomalia, aliviar a dor e permitir que você retorne a uma vida normal.

O que é cirurgia bucomaxilofacial

A cirurgia bucomaxilofacial, assim como o próprio nome já diz, é uma cirurgia que tem a ver com o rosto como um todo e com o maxilar e os dentes.

Um cirurgião bucomaxilofacial é um dentista especialista com um grande conhecimento médico sobre as condições que afetam não só os dentes e as mandíbulas, mas também os ossos e os tecidos moles da face. Eles também possuem todo treinamento necessário para tratar essas condições de forma cirúrgica.

O que é cirurgia ortognática

A cirurgia ortognática é uma intervenção cirúrgica que é responsável por corrigir deformidades da face na área da mandíbula. Através da cirurgia busca-se atingir o perfeito equilíbrio entre todas as características faciais do paciente.

A cirurgia ortognática deve ser realizada por um cirurgião bucomaxilofacial, que é o único especialista indicado para tratar tanto de ossos quanto dos tecidos moles da área facial.

A cirurgia ortognática está intimamente relacionada com a ortodontia. Portanto, sempre que houver a necessidade de correção de deformidades crânio-maxilo-facial os procedimentos irão envolver um trabalho em equipe entre o ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial.

O que é Bucomaxilo

O bucomaxilo, ou cirurgião bucomaxilofacial é um dentista treinado para lidar com uma ampla variedade de condições e lesões que afetam a cabeça, pescoço, boca, maxilar e face, incluindo:

  • desalinhamento da mandíbula
  • Dentes do siso incluso
  • Cirurgia oral reconstrutiva
  • Câncer da cabeça e pescoço
  • Implante dentário

O bucomaxilo também está capacitado para realizar alterações estéticas. Normalmente as cirurgias estéticas são procedimentos ambulatoriais.

Quando procurar um bucomaxilo

Existem algumas razões que podem te levar a consultar com um bucomaxilo. Seu dentista ou médico podem solicitar o encaminhamento, ou, se você se ferir, pode ser necessário fazer uma consulta de emergência.

Existem alguns motivos comuns para que um paciente visite um cirurgião bucomaxilofacial:

Distúrbios ósseos

A grande maioria dos cirurgiões bucomaxilofaciais trabalham para ajudar a corrigir distúrbios ósseos tais como desalinhamento das mandíbulas. Se você tiver uma dor na ATM crônica, seu dentista também pode recomendar um cirurgião bucomaxilo.

Câncer Facial, Oral ou no Pescoço

Câncer Facial, oral ou do pescoço são frequentemente removidos por bucomaxilos. Esses especialistas têm a formação necessária para remover o tumor sem danificar os delicados nervos que correm ao longo de sua cabeça e pescoço.

Cirurgia Reconstrutiva

Se você se acidentar e machucar o seu rosto, você pode acabar necessitando de cirurgia bucomaxilofacial. Alguns cirurgiões são especialistas em cirurgias reconstrutivas para reparar tricos nos ossos do queixo, maçã do rosto e nos dentes. Esses profissionais também inserem implantes dentários para substituir dentes perdidos completamente.

Cirurgia plástica

Os cirurgiões bucomaxilofaciais também podem trabalhar na área estética. Como já dissemos, os implantes dentários também podem ser feitos por motivos estéticos, mas não é só isso! Os bucomaxilos também podem mudar o seu rosto e atuar realizando cirurgias plásticas.

Que condições um bucomaxilo pode tratar?

Existem algumas condições específicas que o cirurgião bucomaxilofacial pode tratar, algumas delas são:

Implantes dentários

Os cirurgiões bucomaxilofaciais podem remover os dentes e substituí-los por implantes. Esses implantes permanecem na sua mandíbula permanentemente, e atuam como uma substituição dos dentes. Esse é um tipo de cirurgia que pode ser tanto para saúde quanto estética.

Cirurgia reparadora ou reconstrutiva

O bucomaxilo pode raspar ossos, reajustar articulações ou até mesmo ajudar a reconstruir maxilares quebrados. Se a sua mandíbula ou o seu queijo estiverem quebrados ou desalinhados, o bucomaxilo pode resolver o problema e reduzir o desconforto.

Fissura Lábio Palatina

Existem alguns defeitos congênitos que podem levar à fissuras labiais e palatinas. Esse tipo de cirurgia pode ser tanto estética quanto somente relacionada a saúde. Os cirurgiões maxilofaciais podem ajudar a reparar esse tipo de deformidade congênita através da cirurgia.

Diferenças da cirurgia bucomaxilofacial e da cirurgia ortognática

A cirurgia ortognática é um ramo da cirurgia bucomaxilofacial, que vai se preocupar em corrigir as deformidades dento-faciais.

As cirurgias bucomaxilofaciais compreendem todos os tipos de cirurgia realizadas por um bucomaxilo, enquanto que as cirurgias ortognáticas são cirurgias maiores que normalmente exigem uma equipe multidisciplinar.

Tipos de cirurgia ortognática

Existe um tipo de classificação em relação às cirurgias ortognáticas. Elas se referem ao posicionamento do maxilar em relação ao outro maxilar, ou seja, como está a parte de cima da sua mordida em relação a parte de baixo.

Sendo assim, temos 3 classificações: uma em que a mordida está correta, uma em que a parte superior fica para frente e uma em que a parte inferior fica para frente. Vamos falar um pouco mais sobre cada uma delas.

Cirurgia ortognática classe 1

Essa é considerada a variação normal de acordo com um grupo etnico. Ou seja, é quando o maxilar superior e inferior estão alinhados. Quando realiza-se uma cirurgia ortognática para correção das classes, a meta é sempre conseguir chegar na classe 1, com os maxilares e a mordida perfeitamente alinhados.

Cirurgia ortognática classe 2

Apesar dessa não ser a classificação, algumas pessoas – principalmente mulheres – podem preferir uma pequena inclinação no maxilar superior, de forma que ele fique ligeiramente para frente.

Porém, existem diversos casos em que essa diferença é muito grande, então a cirurgia é necessária.

Há cerca de 12 a 18 combinações de classe 2, que incluem modificações na mordida, na mandíbula e nos dentes, sendo que cada um dos casos necessita de um tratamento que pode variar no uso de aparelhos odontológicos ou cirurgia, de acordo com a avaliação do cirurgião.

Perceba que aqui temos um exemplo claro de como a cirurgia ortognática é multidisciplinar. Apesar de ser um caso simples, quando temos uma cirurgia ortognática classe 2, necessitamos pelo menos do cirurgião e também do ortodontista, que vai avaliar a necessidade da cirurgia e possibilidades não cirúrgicas de correção.

Cirurgia ortognática classe 3

Ao contrário do que se pensa, não é porque o número da classe é maior, que o problema é maior. A única coisa em que a classe 2 é diferente da classe 3 é em relação a qual maxilar que está para frente.

Na classe 3, pode-se ver que a parte inferior do maxilar está para frente. Normalmente esses são os casos em que a cirurgia é quase sempre necessária, uma vez que essa classe está extremamente relacionada com o crescimento do maxilar, sendo quase impossível prever o problema quando o paciente é criança.

Além disso, também há o fato de que mesmo que seja diagnosticado cedo, muitas vezes não consegue-se manipular o maxilar de forma correta, o que faz com que os tratamentos não cirúrgicos sejam, na grande maioria das vezes, ineficazes.

Sendo assim, normalmente quem apresenta problemas na mandíbula de classe 3, normalmente precisa de cirurgia ortognática.

Tipos de Cirurgia da mandíbula e suas razões

A cirurgia do maxilar que pode reajustar ou realinhar o maxilar também é referido como cirurgia ortognática. É realizado por cirurgiões bucomaxilofaciais que trabalham junto com um ortodontista na maioria das vezes.

A cirurgia da mandíbula pode ser recomendada pelo seu dentista por vários motivos. Um dos exemplos mais comuns é quando percebemos uma mordida desalinhada devido a um crescimento anormal da mandíbula, ou quando há necessidade de reparar alguma lesão. Tudo isso segue o que já dissemos acima sobre as classes.

Porque fazer uma cirurgia do maxilar

A cirurgia do maxilar pode ser recomendada se você tiver um problema no maxilar que não pode ser resolvido apenas com o uso de aparelhos ortodônticos.

O seu ortodontista e  cirurgião bucomaxilofacial trabalharão juntos para desenvolver um plano de tratamento adequado às suas necessidades.

Alguns exemplos de coisas que a cirurgia da mandíbula pode ajudar incluem:

  • ajustar a sua mordida, que é como os seus dentes encaixam quando a sua boca está fechada
  • corrigir as condições que afectam a simetria da sua face
  • ajudar a aliviar a dor devido a uma perturbação temporomandibular (ATM)
  • reparar uma lesão ou condição congênita envolvendo a face, como uma fenda palatina, por exemplo.
  • evitar o desgaste dos dentes
  • facilitar atividades como morder, mastigar ou engolir
  • resolver problemas respiratórios, tais como respiração da boca e apneia obstrutiva do sono

O momento ideal para a cirurgia da mandíbula é depois que a mandíbula parou de crescer, tipicamente no final da adolescência ou logo que complete 20 anos.

Osteotomia maxilar

Osteotomia maxilar é a cirurgia que é feita no maxilar superior (maxila). Essa cirurgia é prescrita quando não é possível corrigir os dentes e como eles se articulam apenas com a ortodontia.

Isso normalmente ocorre porque os ossos da face e dos maxilares estão fora de equilíbrio. A Osteotomia Maxilar vai alterar a relação entre a mandíbula e o maxilar superior e irá corrigir esse problema.

Essa cirurgia deve ser realizada sob anestesia geral.

A operação é quase que totalmente realizada por dentro da boca para minimizar as cicatrizes visíveis na pele do rosto. Os cortes são feitos todos através das gengivas.

Condições que requerem a Osteotomia Maxilar

  • uma mandíbula superior que se saliente ou recue significativamente
  • uma mordida aberta, que é quando os dentes de trás (molares) não encostam quando a boca está fechada
  • um crossbite, que é quando alguns dos seus dentes inferiores se sentam fora dos seus dentes superiores quando a sua boca está fechada
  • hiperplasia midfacial, que é uma condição em que o crescimento na parte média da face é reduzida

Como é o procedimento de Osteotomia Maxilar

Durante este procedimento, o seu cirurgião irá:

  • fazer uma incisão nas gengivas acima dos dentes superiores, permitindo-lhes acessar os ossos da mandíbula superior.
  • cortar o osso da mandíbula superior de uma forma que lhes permita movê-lo como uma única unidade.
  • mover esta porção da mandíbula superior para a frente para que ela se alinhe e se encaixe corretamente com os dentes inferiores
  • colocar placas ou parafusos para segurar o osso ajustado na sua nova posição

dar pontos para fechar a incisão em suas gengivas

Recuperação da Osteotomia Maxilar

Imediatamente após a cirurgia é comum sentir o rosto inchado e a mandíbula tensa.

O paciente não deve abrir a boca amplamente e também podem sentir desconforto na garganta e dificuldades para deglutir.

Tanto o inchaço quanto os hematomas são variáveis, mas geralmente ficam piores no segundo ou terceiro dia após a operação. Para diminuir o inchaço, recomenda-se o uso de compressas frias e dormir em uma posição mais vertical por alguns dias.

A maior parte dos inchaços deve desaparecer depois de 15 dias, mas muitas vezes pode-se notar alguns inchaços sutis que demoram vários meses para desaparecer completamente.

Inicialmente, nos primeiros 2 dias o paciente pode não conseguir se alimentar adequadamente, apenas se alimentando de líquidos. Depois desses 2 dias já é esperado que o paciente consiga se alimentar de alimentos macios para, gradativamente, voltar para a dieta normal.

A maioria dos pacientes precisa passar cerca de 2 a 3 noites no hospital, onde a posição da mandíbula será verificada com raios-x.

Apesar de conter riscos, como toda cirurgia, essa cirurgia é segura.

Osteotomia Mandibular

Osteotomia Mandibular refere-se a cirurgia que é realizada na mandíbula inferior. Normalmente é indicada quando o maxilar inferior se projeta ou recua de forma significativa.

A Osteotomia Mandibular é um procedimento cirúrgico que visa mobilizar a mandíbula para corrigir uma anomalia em sua posição.

A mandíbula pode estar muito para frente ou muito para trás, ou até mesmo desviada para direita ou esquerda.

A Osteotomia Mandibular corrige várias anomalias. Muitas vezes, esse é o tipo de intervenção que é feito em conjunto com o tratamento ortodôntico. Podemos notar aqui outro exemplo de cirurgia multidisciplinar em que temos 2 profissionais agindo em conjunto para conseguir as melhores soluções para o paciente.

Com a Osteotomia Mandibular busca-se restabelecer as posições normais entre os dentes, permitindo a correta mastigação do alimento e evitando assim o desgaste dental e recuo das gengivas. Além disso, o procedimento também diminui a pressão sobre as articulações têmporo-mandibulares (ATM).

Também é possível restaurar as relações normais entre as mandíbulas, reduzindo assim o estresse das articulações têmporo-mandibulares.

Esse é o tipo de cirurgia que apesar de ter como função uma questão de saúde, onde busca-se oferecer ao paciente uma melhora em sua qualidade de vida, ela também tem função estética, uma vez que traz uma melhora global na harmonia e estética do rosto, que é visível tanto de forma frontal quanto lateral.

Esse procedimento corrige um queixo muito para frente (queixo proeminente) ou um queixo muito para trás (queixo muito pequeno). Outros desvios que esse procedimento pode corrigir é o desvio para direita ou para a esquerda.

Apresentação do procedimento

Além da anestesia geral, o cirurgião também realiza a anestesia local na mandíbula, de forma que o paciente não sente nenhum tipo de dor.

É feita uma incisão na boca, abaixo da gengiva e bem abaixo dos dentes inferiores. Tudo é feito por dentro da boca para que não fiquem cicatrizes na pele do rosto. O cirurgião, em seguida, prossegue para a osteotomia, que é quando o osso é quebrado de forma precisa. Os dentes e o osso são imobilizados na posição correta.

Pode-se usar placas de titânio, e parafusos para fixar e manter a mandíbula na posição correta e estabilizar todo o conjunto.

Tanto os parafusos quanto a placa de titânio são colocados sob a mucosa oral, e por isso ficam invisíveis e não precisam ser removidos.

Toda a cirurgia deve durar cerca de 1h a 1h30 dependendo de cada caso.

Pós operatório e recuperação

Como em qualquer cirurgia, logo após a cirurgia, o paciente é levado para uma sala de recuperação para que todos os seus parâmetros basais sejam controlados.

Depois de algum tempo na sala de recuperação, é hora de voltar para o quarto.

Pode ser necessário realizar algumas compressas frias a fim de reduzir o inchaço.

O pico de inchaço normalmente ocorre 48 horas após a cirurgia e também podem aparecer alguns hematomas. Não se preocupe caso o seu quadro pareça estar piorando. É normal que tanto o inchaço quanto os hematomas piorem nas primeiras 48 horas.

A aplicação de gelo logo após a cirurgia e de forma regular nas primeiras 48 horas, além de manter-se em uma posição mais vertical ajuda a reduzir o inchaço.

Também é comum aparecerem alguns sangramentos pequenos nas áreas operadas, mas devem parar rápido.

Nos primeiros dias não é recomendado que o paciente abra demais a boca.  Caso essa limitação ocorra por muito tempo, pode ser necessário realizar algumas sessões de fisioterapia para ajudar na recuperação.

Algumas instruções para quem acabou de fazer a cirurgia:

  • Não assoe o nariz durante as primeiras 4 semanas.
  • Não consuma nada quente durante os primeiros 2 dias após a cirurgia.
  • Nas primeiras 4 semanas é recomendado que o paciente se alimente somente de líquidos ou alimentos moles.
  • Faça bochechos com enxaguante bucal diluído em água logo após cada uma das refeições nas primeiras 3 semanas.
  • Use muita compressa fria nas primeiras 48 horas após a cirurgia.
  • Não fume! O cigarro promove infecções, reduz a cicatrização e também aumenta a dor.
  • Depois de um dia de cirurgia já é possível escovar os dentes e gengivas, mas é necessário utilizar uma escova com cerdas extra macias.
  • Normalmente, mesmo com a cirurgia é necessário continuar o acompanhamento com o seu dentista e continuar com tratamento ortodôntico. A cirurgia soluciona apenas o problema do osso, sendo que o tratamento ortodôntico é o que vai solucionar os problemas dos dentes.

Osteotomia bimaxilar

Osteotomia bimaxilar é uma cirurgia realizada tanto na mandíbula superior quanto na inferior. É feito quando uma condição afeta ambas as mandíbulas.

A cirurgia bimaxilar difere das outras duas já citadas anteriormente pois é um procedimento que envolve ambas as mandíbulas.

O objetivo é melhorar a função e aparência das mandíbulas. O cirurgião pode reposicionar as duas mandíbulas e também pode mudar o tamanho delas removendo pedaços de ossos.

Normalmente esse procedimento é realizado devido a um desalinhamento da mandíbula, sendo que podemos perceber:

  • retrognatismo;
  • prognatismo mandibular;
  • retrusão;
  • protrusão da mandíbula;
  • mandíbulas que se sobrepõem de lado;
  • mandíbulas assimétricas que se encontram no ângulo errado

Outro tipo de situação que esse procedimento soluciona é quanto ao tamanho do maxilar. Se as suas mandíbulas não cresceram no mesmo ritmo, você pode ter algumas anomalias relativas ao crescimento que necessitam de procedimento cirúrgico para serem solucionados.

Também pode ocorrer do maxilar estar subdesenvolvido ou hiperdesenvolvido. Além disso, podem ocorrer vários problemas em conjunto, como por exemplo o maxilar estar subdesenvolvido e desalinhado.

Mais algumas indicações para realização do procedimento:

  • desalinhamento da mandíbula
  • tamanho incorreto do maxilar
  • queixo pequeno
  • sorriso onde aparecem as gengivas

Esse procedimento tem como objetivo melhorar a função da mandíbula, já que uma mandíbula desalinhada ou com tamanho incorreto pode impedir algumas funções básicas do dia a dia, como por exemplo cortar os alimentos, mastigar, engolir, falar e até mesmo questões respiratórias.

Outro ponto importante é que esse tipo de procedimento também alivia a dor facial devido a anomalias na mandíbula, incluindo a ATM. Alguns tratamentos para ATM podem incluir a cirurgia bimaxilar.

Apresentação do procedimento

As técnicas da cirurgia bimaxilar incluem as mesmas técnicas que já foram discutidas nos procedimentos anteriores.

Basicamente toda a cirurgia é feita de forma interna na boca, para evitar cicatrizes no rosto.

São feitas pequenas incisões na gengiva para acessar o osso. Então, quebra-se o osso de forma precisa. Os ossos são então colocados nos locais adequados e parafusados.

Fecha-se as incisões e a cirurgia está feita.

Todo o procedimento é feito com anestesia geral e também local, para que o paciente não sinta nenhum tipo de dor.

Pós operatório da cirurgia bimaxilar

O pós-operatório também é bem semelhante ao pós-operatório das cirurgias anteriores. Pode-se notar um pouco mais de inchaço e hematomas, já que a cirurgia foi feita nos dois maxilares ao mesmo tempo.

É importante fazer muitas compressas frias nas primeiras 48 horas e manter-se o máximo possível na posição vertical.

Também não é necessário ficar preocupado caso ocorra uma piora dos inchaços e hematomas nas primeiras 48 horas, já que isso é totalmente esperado.

Provavelmente o paciente vai passar cerca de 1 ou 2 noites no hospital para que sua recuperação seja avaliada.

Durante as primeiras semanas deve-se manter uma dieta líquida ou pastosa, sendo que os poucos o paciente deve ser capaz de voltar a alimentar-se de forma normal.

Essa cirurgia não exclui o tratamento ortodôntico, que deve continuar a ser realizado por vários meses ou anos, dependendo da realidade do paciente.

Os riscos da cirurgia bimaxilar são um pouco aumentados em relação a cirurgias de um único maxilar, mas ainda assim é um procedimento seguro.

Qual é o risco da cirurgia bucomaxilofacial e ortognática?

Qualquer procedimento cirúrgico, até mesmo os que são realizados nas melhores condições de competência e segurança trazem alguns riscos de complicação. Embora muito raros, existem alguns riscos que são:

Complicação Hemorrágica

Apesar de muito raro, pode ser que durante o procedimento cirúrgico ocorra um sangramento anormal (hemorragia), levando a necessidade de transfusão de sangue ou derivados.

Complicações Infecciosas

Apesar de também ser muito raras, podem ocorrer de duas maneiras diferentes:

  • Abscessos nas bochechas que podem requerer drenagem cirúrgica. Aqui é importante ressaltar que caso o paciente seja fumante e se mantenha fumando durante a recuperação, as chances de abscessos nas bochechas e complicações cirúrgicas aumentam de forma exponencial.
  • Sinusite maxilar: normalmente é tratado com antibióticos.

Complicações nervosas

Pode ocorrer uma perda da sensibilidade que pode ser parcial ou total nos lábios, dentes, laterais e região nasal. Apesar desse sintoma ser relativamente comum, é algo que some alguns dias após a cirurgia, e em alguns casos mais raros, podem desaparecer algumas semanas após a cirurgia. Uma perda da sensibilidade de forma permanente é extremamente rara.

A paralisia ou paresia facial é impossível de ocorrer, uma vez que o nervo facial não é perto da área operada, ou seja,  a mobilidade da boca e dos lábios nunca será afetada.

Complicações no osso

Pode ocorrer – de forma rara – um atraso na cicatrização dos ossos. Também pode ocorrer de forma rara necrose dos ossos.

Caso isso ocorra, uma nova cirurgia é necessária para que seja colocado enxertos ósseos ou placas de osteossíntese.

Raramente ocorre deterioração progressiva da oclusão dentária. Nesse caso a solução é simples e basta um tratamento ortodôntico com elástico de tração para solucionar a lacuna. Uma nova cirurgia, nesses casos, é algo extremamente excepcional.

Complicações na ATM

Embora raro, também pode ocorrer o agravamento de um problema pré existente na mandíbula. Por exemplo, pode acontecer uma rachadura ou dor na articulação temporomandibular. Também pode acontecer – raramente – uma limitação na abertura da boca.

Normalmente essas situações são temporárias e podem ser tratadas pelo seu cirurgião que já está familiarizado com esse tipo de condições.

De qualquer forma, fique tranquilo, o cirurgião atua e oferece acompanhamento imediato pós-operatório, mas também acompanhará o paciente a curto, médio e longo prazo. Esse profissional é treinado para operar e também para gerenciar todas as possíveis complicações da cirurgia, sejam elas raras ou não.

Lembre-se sempre de seguir adequadamente as recomendações de pós operatório do seu médico, além de sempre entrar em contato caso qualquer sintoma diferente apareça. Não tenha medo de entrar em contato para perguntar. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Como escolher um bom cirurgião bucomaxilofacial para realizar sua cirurgia?

Não importa se você vai realizar uma cirurgia simples de extração de algum dente, implantes ou alguma cirurgia complexa como as cirurgias de Osteotomia Mandibular

e Maxilar, é sempre muito importante encontrar um bom cirurgião para que você se sinta seguro em todos os momentos do procedimento.

Como já dissemos nesse artigo, na grande maioria das vezes, essas cirurgias, principalmente as de grande porte, são realizadas por uma equipe multidisciplinar, que pode ser composta pelo cirurgião e pelo ortodontista, por exemplo.

Nesses casos, é de extrema importância que os dois profissionais estejam alinhados, buscando os mesmos objetivos e concordando com os procedimentos que serão realizados.

Caso você se sinta inseguro e ache que qualquer um dos profissionais não é adequado para você, busque uma segunda opinião a fim de continuar o seu tratamento da melhor forma possível.

Outro ponto importante é que você deve procurar referências dos profissionais e analisar quais resultados eles obtiveram, como foi o pós operatório dos pacientes, se eles apresentaram alguma complicação cirúrgica, etc.

Tudo isso precisa ser levado em consideração.

Caso você tenha alguma solicitação estética para fazer, essa é a hora de conversar com o seu dentista e com o seu cirurgião e discutir sobre as possibilidades! Diga o que você quer, quais resultados você espera com a cirurgia e como você está se sentindo com o caminho que tudo está tomando.

Apesar de ser uma cirurgia simples e que raramente apresente complicações, ainda assim é uma cirurgia relativamente grande, que vai exigir um pós operatório bastante difícil e por isso você precisa estar o mais seguro possível!

Lembre-se sempre que o bucomaxilo e o dentista estão ali buscando as melhores soluções para você e que estão a disposição para tirar todas as suas dúvidas e te ajudar com as suas inseguranças!

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